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Coronavirus

Secretário municipal de Educação fala sobre Avaliação e Registros no regime de aulas não presenciais

Webinar promovida pela entidade contou com a participação de Aline Caixeta, coordenadora de ensino e aprendizagem na Pasta de Educação em Aparecida de Goiânia

  • Criado: Quarta, 02 de Setembro de 2020, 12h18
  • Publicado: Quarta, 02 de Setembro de 2020, 12h18
  • Última atualização em Quarta, 02 de Setembro de 2020, 12h18

IMG 8589As aulas presenciais em Goiás estão suspensas desde março, em virtude da pandemia do novo coronavírus, obedecendo a decreto e orientações sanitárias estaduais. Sendo assim, redes municipais de Educação precisaram se adequar à oferta de conteúdo pedagógico de forma remota, o chamado Regime Especial de Atividades Não Presenciais (REANP). Na tarde desta terça-feira, 01, o secretário municipal de Educação e presidente da Undime Goiás, Marcelo Costa, falou sobre Avaliação e Registros no Regime Especial de Atividades Não Presenciais. A webinar foi transmitida pelo YouTube e teve a participação da professora mestra Aline Caixeta, coordenadora de ensino e aprendizagem na pasta municipal de Educação em Aparecida de Goiânia.

Em sua fala, Marcelo Costa comentou sobre a necessidade de as instituições enxergarem a avaliação não como algo novo e esporádico, mas um processo que deve ser empregado no dia a dia escolar. Não deve, ainda, ser restrita à simples entrega de provas e atividades valendo nota. Assim, é preciso diferenciar processo e instrumento avaliativo. O último, como o próprio nome já diz, acompanha toda a trajetória educacional do aluno, enquanto o instrumento é a ferramenta empregada para mensurar determinado aspecto de aprendizagem. Ou seja, trata-se do que foi escolhido para compor o processo, transformado em nota, portanto, insuficiente para traduzir, de forma fidedigna, o que o aluno de fato aprendeu em determinado espaço de tempo.

Curiosamente, a resposta ao problema está justamente no processo avaliativo. “Quanto mais variado o grupo de instrumentos, quanto mais abrangente e contínua for a avaliação, maior a confiabilidade do resultado”, defendeu Marcelo Costa. O presidente da Undime Goiás expôs, também, a tendência positiva em abandonar o estigma fixado às formas não convencionais de avaliação, considerando-as tão efetivas quanto as provas tradicionais. “A escola não pode ser um ambiente que reduz o aluno a médias numéricas, mas estimula os alunos a alcançar o máximo de seu potencial”, frisou o dirigente municipal. Compreender a diversidade do processo de aprendizagem é tarefa complexa, exige o emprego variado de instrumentos, a compreensão do contexto em que o aluno está inserido e o que, de fato, deve ser avaliado.

Isso significa que, no momento de pandemia em que vivemos, o processo avaliativo pensado no início do ano deve ser revisto, no intuito de garantir a intencionalidade e adequação ao que foi oferecido pela instituição desde março. Sabe-se que cada Rede implantou métodos diferentes na oferta de material pedagógico, fator imprescindível no momento de estruturar um processo avaliativo. “Não é possível ter prestado um tipo específico de atendimento pedagógico e pedir, em uma avaliação, algo ao que o aluno sequer teve acesso”, apontou Costa.

Durante sua apresentação, Aline Caixeta pontuou as bases legais de avaliação segundo o Documento Curricular Ampliado para Goiás. Entre os pontos destacados para a Educação Infantil, por exemplo, estão “a utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças, além da continuidade dos processos de aprendizagem por meio da criação de estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos pela criança”, sublinhou a educadora. Já para o Ensino Fundamental, Aline corroborou com a fala de Marcelo Costa, apontando que o processo avaliativo do aluno deve apontar para uma ação futura, assegurando o desenvolvimento de suas habilidades. Ainda no aspecto legal, a profissional trouxe resolução que estabelece normas para realização de avaliações que integralizem a carga horária executada durante o REANP.

Como pontuado pelo DME Goiânia, Marcelo Costa, a resolução menciona “a análise do contexto de ensino e aprendizagem das atividades não presenciais, além da coerência entre o conteúdo ministrado e os critérios de avaliação estabelecidos”, detalhou Aline. Na discussão, a coordenadora em Aparecida de Goiânia ponderou também, entre os principais desafios avaliadores na REANP, acompanhar as diferentes aprendizagens e desenvolvimento dos estudantes, utilizando diferentes estratégias e instrumentos de avaliação.

A apresentação completa da Webinar pode ser visualizada pelo canal da Undime Goiás, disponível pelo endereço: https://www.youtube.com/channel/UCja7m0gvFzUapqKoZhSMnuA

 

Texto e foto: Luciana Gomides

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